Wednesday, January 30, 2008

Prazos de validade

Os prazos de validade são das coisas mais intrigantes para mim...

Como é que os produtores de um determinado produto perecível sabem quanto tempo é que um produto dura em bom estado? E os que têm 10 prazos diferentes na embalagem? Fora do frigorífico, dentro do frigorífico, no congelador de 3 estrelas, no congelador de 4 estrelas, se for solteiro, se tiver comprado este produto com uma camisola vermelha... Não conseguem arranjar mais nenhuma situação? Acho que ainda não estou confuso suficiente com estes testes?!?!
Que tipo de testes é que são feitos? Usam um produto exemplo e vêem quanto tempo têm de esperar até estar estragado? E como é que sabe que o produto está mesmo estragado? Análises biológicas microscópicas ou esperam até ver pêlos verdes com 2 cm de altura?
Estas questões são importantes! E se o produtor dos produtos que eu consumo são dos que esperam pelos “pêlos verdes”? Eu não sei se quero arriscar…

Mas não são só os produtos perecíveis que têm prazo de validade… Por incrível que parece existem documentos que também têm prazo de validade: por exemplo, as receitas médicas!
Os medicamentos percebo, mas as receitas? Então o papel estraga-se? Fica impróprio para consumo? Não me parece… Eu acho que é a maneira condescendente que os médicos arranjaram para nos “autorizar” a estar doentes:
«Vá lá usar essa receitazinha antes que eu mude de ideias!»

Wednesday, October 24, 2007

O sono

No outro dia fui controlado por um entidade extraterrestre à saída de minha casa!
É verdade! Pode custar a acreditar, mas é a única explicação lógica que consigo encontrar...

Tudo começou quando acordei de manhã, perto das 7h30, para ir para o trabalho. Até por o pezinho fora de casa, tudo decorreu com inteira normalidade:
- Quase que adormecia no duche;
- Quase que adormecia enquanto me vestia;
- Quase que adormecia enquanto tomava o pequeno-almoço;
- E surpreendentemente, quase que adormecia quando descia as escadas em direcção ao meu veículo.

O que acontece então? Passo a explicar. Não sei bem quando, mas a partir desta altura devo ter perdido o controlo dos meus movimentos. Aproximo-me do meu carro, coloco a chave na fechadura, e rodo a chave para abrir a porta com toda a naturalidade. Atiro a minha mochila para o banco de trás (era dia de jogar futebol) e sento-me no lugar. É nesta altura que o controlo se deve ter perdido! Passado uns segundos, que a mim me pareceram uma eternidade, dou comigo a perguntar para mim mesmo: «Onde está o volante e o que raio estou eu a fazer no lugar do passageiro?!?!?!». Saio do carro, desvio o olhar das pessoas com quem me cruzo, e entro no lugar do condutor.

É lógico, e fácil de concluir, que fui controlado por extraterrestres!
Pôr a hipótese de que estava perdido de sono e completamente sem noção do que andei a fazer a manha toda, não faz sentido. O melhor que conseguiria com a desculpa de estar ensonado ou com cãibras cerebrais, é fazer qualquer pessoa séria perder-se de riso.

Friday, September 28, 2007

As loucas mensagens escritas

Já repararam na quantidade de adjectivos que se junta aos beijos numa mensagem escrita?
Doces, kidos (com 'K' mesmo), kiduchos (variante da anterior), fofos, lindos, molhados, profundos, entre outros que não me atrevo aqui a reproduzir.

Um dos melhores beijos que se pode receber deve mesmo ser um beijo "louco e quente". Tenho de confessar que me deixa um pouco agoniado pensar numa pessoa com febre, um suar doentio, com o cabelo todo desgrenhado e sorriso de maníaca a tentar dar-me um beijo. Faz-me espécie... Ou então interpretei mal a expressão, o que explica porque muita gente gosta de receber este tipo de mensagens!

Para mim não existem muito mais tipos de beijos para alem do beijo e do beijinho. Num momento de maior sentimentalismo, e quando se quer ser mais afectuoso pode-se juntar um "grande", mas mais do que isso parece desnecessário... Por outro lado a falta de atenção por parte do sexo oposto (nenhuma atenção era mais verdadeiro, mas o ego...) pode em parte ser devido à falta de utilização de adjectivos mais interessantes.

Mas o mais fantástico é escrever textos exactamente como se estivessem a falar com alguém. Manda o Gervásio uma mensagem à Esgrovertina a perguntar «Vamos sair logo?». A Esgrovertina responde «Se calhar é melhor não. (blabla bla tretas "amorosas") Mas pensando bem, pode ser. Vamos sair».
Tenho portanto duas dúvidas: Onde é que eu fui buscar um nome tão impossível de prenunciar para a interprete feminina, e porque raio é que ela não disse logo que sim na mensagem? É preciso retratar o drama da decisão na mensagem? Não bastava escrever «(blabla bla tretas "amorosas") Pode ser, vamos sair.»?

Friday, July 20, 2007

Super-heróis

Sou um fã de banda desenhada e comics.Leio um pouco de todos os tipos, desde o Patinhas ao Mandrake, passando pelo Spirou, Astérix e o Mercenário, não esquecendo os clássicos Capitão América, X-Men ou Fantastic4.

Mas os que me fascinam mais são os chamados super-herois: o Super-Homem, o Homem-Aranha, etc etc. São normalmente misteriosos e não se comportam como a grande maioria dos "normais" seres humanos.

O que me leva à grande pergunta que me intriga desde sempre:
Porque e que nunca ninguém os vê na casa de banho?
O Homem-Aranha não precisa? O Super-Homem vai, mas é só para se espremer para dentro de umas ceroulas azuis e para vestir umas cuecas vermelhas por fora! (o que diz muito do sentido de moda dele, mas nada acerca da sua fisiologia).
Às tantas não precisam...
Isto é, o Super-Homem não é da Terra, é extraterrestre. Lá no planeta Kripton podem não precisar de "válvulas de escape de desperdícios". Essa ainda passa.
Mas o Homem-Aranha é humano! «Ai e tal, mas sofreu uma mutação por causa da picada da aranha radioactiva, agora pode não precisar», diz um dos meus mais atentos milhões de leitores (ver o primeiro post do blog, Mas um blog porquê?, no qual faço referência à minha imensa legião de fãs). «Balelas», digo eu! Tanto quanto sei as aranhas também sentem o "apelo da natureza"...

Mas existem mais, inteiramente humanos e sem mutações que permanecem um mistério!O Capitão América, recentemente remetido à reforma compulsiva, o Mandrake, o Flash Gordon...
E eles???

Thursday, May 17, 2007

Patins em linha

Fui convidado para andar de patins em linha... Não conseguem imaginar as gargalhadas, as lágrimas a escorrerem pela cara abaixo. Peço desculpa a todos os aficionados da patinagem, mas eu não gosto de desportos arriscados. Eu gosto de desportos mais calmos como slide, rapel, bungee jumping, rafting, sky surfing...

O que temo não é o risco de me partir todo... É que andar de patins em linha sempre causou danos irreparáveis no meu ego. Tal como cair em plena Foz do Porto, enquanto miúdos de 5/7 anos passavam por mim a dar-me tanga «Olha papá! Ele não consegue andar!»

Uma das minhas memórias mais "felizes" ao andar de patins em linha, aconteceu quando ainda andava no secundário. Depois da hora do almoço íamos para o pavilhão andar de patins em linha. Parece tudo muito bonito até alguém ter a brilhante ideia (provavelmente depois de achar que por eu andar de patins com as mãos na parede e no chão, era só porque tinha a mania) de jogar basquetebol de patins!! É nesta altura que eu digo «Oupas, vamos lá!». Modéstia à parte, estou no "top 10" dos melhores jogadores de basquetebol da minha família, logo a seguir à minha mãe e imediatamente antes da minha avó. Misturando então as minhas duas especialidades, o que é que acontece? Tragédia!
Num momento de desequilibro, escorrego e tento-me agarrar a qualquer coisa que me passe a frente. Quem passava naquele momento à minha frente? Uma rapariga muito gira... A que é que eu me agarro? Não creio que preciso de dizer... Fico eu com as duas mãos muito juntinhas à minha frente, a rapariga muito vermelha e o tempo pára! Esta situação dura uns 5 segundos, até que eu me apercebo do que estou a fazer e tiro as mãozinhas com um «Ups! Desculpa, desculpa».

O meu desporto preferido desde então tem sido o “mudar de canal” e “levantamento do copo”.

Ainda hoje não consigo decidir se foi um momento feliz ou infeliz. A rapariga foi impecável comigo e em vez do grande estaladão com que eu contava levar, perguntou se eu estava bem... Alguém me consegue explicar isto????
Mas agora que penso melhor neste episódio, acho que vou comprar uns patins! =D

Wednesday, May 2, 2007

Aparelhos com pilhas

É um fenómeno curioso aquele que parece possuir as pessoas quando certos aparelhos a pilhas deixam de funcionar...

Ontem deparei-me com um certo individuo, que começa a agitar vigorosamente o seu rato wireless!! A princípio pensei que estava a ter um ataque qualquer, até que ele diz: «Bah, ficou sem pilhas!». Para mim o pouco respeito que ainda tinha, acabou ali...
O que é que ele estava à espera de conseguir ao abanar o rato daquela maneira? Que as pilhas se trocassem sozinhas? Que carregassem? Sinceramente passa-me ao lado.

Outro aparelho que provoca reacções curiosíssimas quando fica sem pilhas, é o comando da televisão.
Já assisti a pelo menos três tipos de reacções:
- Maníaco dos botões, em que o personagem carrega violentamente em todos os botões, à espera que o comando "pense" qualquer coisa do género: «Hei, se ele está a carregar com tanta força, se calhar é melhor fazer alguma coisa!»
- A mira avariada, em que se aponta cuidadosamente o comando para a TV, enquanto pressiona os botões do comando. A única coisa que deve passar pela cabeça do actor deste filme é: «Queres ver que tenho de mandar afinar a mira disto?».
- Fúria descontrolada, no qual o utilizador do comando se comporta como um símio enfurecido batendo com o comando em todo o lado a vociferar frases como «Mas porque é que isto não funciona?!?».

Nota: Existe ainda o estilo "Harry Potter", que na minha opinião não passa de uma variante da reacção do tipo "A mira avariada". O comando é agitado no ar como se de uma varinha mágica se tratasse... Talvez na esperança de se a mira estiver avariada, que assim se consiga acertar no alvo!

Sinto a obrigação de revelar que sou mais um misto entre a versão “Maníaco dos botões” e “A mira avariada”.
Os aparelhos com pilhas deviam vir com avisos sobre os efeitos que têm na sanidade das pessoas…

Wednesday, April 25, 2007

Ardor no estómago

Azia...

Gostava de conhecer o génio que inventou a azia!
Devia estar em casa, a pensar numa forma odiosa qualquer de dar cabo da vida do vizinho que lhe calcou os canteiros de petúnias e malmequeres, quando pensou «Bom era que ele começasse a sentir assim um calorzinho no estômago! Assim um ardor que sobe pela garganta e parece que queima po'dentro... E vai-te dar quando te estiveres a divertir, a comer e a beber com os amigos!».
É simpático...

Para quem não conhece, tenho duas palavrinhas: sortudos!
Segundo o guru do conhecimento da Internet (aquele senhor inteligentíssimo que escreve os artigos todos da Wikipédia), a principal causa da azia é "(...) a alimentação inadequada, ou seja, a ingestão de comida excessivamente temperada, gordurosa, cafeinada, além de excessivo consumo de frutas cítricas e outros hortifrutigranjeiros, além do uso habitual de substâncias tóxicas, como o álcool, o fumo e outras drogas, como o ácido acetil-salicílico."

É nestas alturas que eu pergunto: o que é que falta? Que coisa mais para além de comer e beber pode o Sr. do primeiro parágrafo dizer que também faz mal??
Sexo! Só me faltava dizer que o sexo também provoca azia!